Benefícios da Ozonoterapia

O tratamento será autorizado no Brasil. Veja os benefícios da ozonoterapia.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (18) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 227/2017, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que autoriza a prescrição da ozonoterapia em todo o país. Caso não haja recurso para votação em Plenário, a matéria segue para a Câmara dos Deputados.

Senado Ozonoterapia

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza audiência pública interativa para instruir o Projeto de Lei do Senado nº 227, de 2017, que “autoriza a prescrição da Ozonioterapia em todo o território Nacional”.

A ozonoterapia ou ozonioterapia – aplicação de ozônio e oxigênio com finalidade terapêutica – é um tratamento médico complementar em doenças inflamatórias, infecciosas e circulatórias. Na véspera da aprovação, o tratamento havia sido tema de audiência pública na CAS. 18/10/2017

O que é Ozonoterapia?

Com certeza você já ouviu falar sobre a camada de ozônio, aquele do efeito estufa, da camada que protege a terra dos raios ultravioletas emitidos pelo sol. Pois é, mas existe mais a dizer sobre o ozônio do que apenas a camada de ozônio e os buracos produzidos nela pelos gases poluentes emitidos pelo homem.

O ozônio também é utilizado para purificar ainda mais a água, seja na indústria ou em filtros caseiros. Esse processo oxida possíveis moléculas orgânicas existentes na água, provocando a sua degradação e assim melhorando a qualidade da água consumida. A água purificada através da ozonização traz muitos e excelentes benefícios para a saúde.

A utilização do gás de ozônio (O³) no tratamento médico complementar foi, finalmente, reconhecida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. Por unanimidade, a CAS propiciou ao Brasil um tratamento médico reconhecido há muitos anos pelos sistemas de saúde de países da Europa, Estados Unidos, Rússia, Grécia, Israel, Egito, Cuba e mais recentemente Argentina. E é sobre essa utilização do ozônio na medicina que vamos falar aqui.

O uso do ozônio medicinal foi introduzido no Brasil em 1975, pelo médico paulista Dr. Heinz Konrad, que até hoje utiliza o método com sucesso, e já apresentou seu trabalho em diversos congressos nacionais e internacionais, inclusive nos EUA em 1983 e Japão em 1985. São vários os médicos e dentistas que têm na ozonoterapia um excelente coadjuvante nos tratamentos. Atualmente, a ozonoterapia também está sendo empregada, com muito êxito, na medicina veterinária.

O tratamento à base de ozônio é praticamente isento de efeitos colaterais e apenas em algumas poucas situações ele não é indicado, sendo uma delas a inalação. Para que o profissional da saúde possa obter melhores resultados, é necessário, além de equipamentos próprios para a técnica, que ele tenha perfeito domínio das quantidades e concentrações de ozônio a ser utilizada e a forma como será aplicado. O tratamento deve ser realizado dentro dos padrões sugeridos pela Associação Brasileira de Ozonoterapia (ABOZ).

Algumas das propriedades terapêuticas da ozonoterapia são:

  • Problemas circulatórios
  • Diversas doenças e condições do paciente idoso
  • Doenças causadas por vírus, tais como hepatites, Herpes simples e Herpes zoster
  • Feridas infectadas quaisquer, inflamadas, de difícil cicatrização, como úlceras nas pernas, de origem vascular, arterial ou venosa (varizes), úlceras por insuficiência arterial, úlcera diabética, risco de gangrena
  • Colites e outras inflamações intestinais crônicas
  • Queimaduras
  • Hérnia de disco, protrusão discal, dores lombares
  • Dores articulares decorrentes de doenças inflamatórias crônicas
  • Imunoativação geral
  • Como terapia complementar para vários tipos de câncer

Infelizmente, no Brasil, ainda são poucos os profissionais da saúde (médicos, dentistas e médicos veterinários) aptos para oferecer o tratamento com o ozônio medicinal, apesar de dentistas e médicos veterinários serem liberados pelos seus respectivos Conselhos. Esperamos que agora, após sua aprovação no Senado, mais médicos procurem se especializar, e que o tratamento comece a ser oferecido também nos hospitais públicos e Unidades Básicas de Saúde.  E nas clínicas particulares, maior oferta de profissionais com custo menor para o paciente.

E você, o que acha?

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