Coréia do Norte culpa a política de Obama pela morte do estudante norte-americano e se diz “maior vítima”

Um estudante dos EUA liberado pela Coréia do Norte para os EUA em coma foi vítima da política de “paciência estratégica” do ex-presidente Barack Obama, que nunca pediu sua libertação, diz Pyongyang. Entitulou-se a “maior vítima”após a morte do estudante.

Artigo original em inglês: www.rt.com/news/393714-student-died-north-korea-us/

Otto Warmbier foi libertado em coma pela Coréia do Norte após 17 meses de detenção e acabou morrendo. O governo norte coreano atribuiu a culpa pela morte do rapaz à política de “paciência estratégica” de Obama. Sua libertação nunca foi solicitada, diz Pyongyang.

Warmbier foi solto no início de junho com trauma neurológico severo após meses passados ​​em coma. Ele faleceu no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, Ohio, na segunda-feira.

Em seu primeiro comentário oficial após sua morte, Pyongyang diz que Warmbier foi “uma vítima da política de paciência estratégica” do então presidente dos EUA, Obama, cuja administração nunca solicitou sua libertação, disse um porta-voz do Ministério de Assuntos Estrangeiros norte-coreano em um comunicado para a Agência Central de Notícias da Coreia, divulgada nesta sexta-feira.

Pyongyang continuou dizendo que a Coréia do Norte é a “maior vítima” na morte de Warmbier.

De acordo com o funcionário anônimo, o fato de Warmbier ter morrido de repente, menos de uma semana após seu retorno aos EUA em seu estado normal de saúde “também é um mistério para nós”.

Os médicos dos EUA que viajaram para verificar a saúde do aluno confirmaram que Pyongyang “lhe forneceu um tratamento médico e o trouxe de volta [à vida, já que seu coração estava quase parado”, acrescentou o funcionário.

“Embora Warmbier fosse um criminoso que cometeu um ato hostil contra a RPDC [República Popular Democrática da Coréia], aceitamos os reiterados pedidos da atual administração dos EUA e, em consideração de sua saúde ruim, o enviamos para casa por motivos humanitários”, Disse o porta-voz.

Aqueles que não têm “absolutamente nenhuma ideia” sobre “quão bem” Pyongyang tratou Warmbier “sob condições humanitárias ousam alegar maus-tratos e tortura “, observa nota oficial.

O funcionário acusou Washington de realizar uma “campanha de difamação” contra a Coréia do Norte.

“[Isso] nos obriga a determinar firmemente que … devemos aprimorar ainda mais a lei”, disse ele, acrescentando que “os EUA devem refletir sobre as conseqüências a serem envolvidas com seu ato imprudente e precipitado”.

O estudante da Universidade da Virgínia de 22 anos foi para a Coréia do Norte para uma breve visita no final de 2015 como turista e foi preso em janeiro de 2016 acusado de roubar um cartaz de propaganda de um andar restrito à funcionários do hotel Pyongyang onde ele estava hospedado.

Warmbier foi acusado de “atos hostis” para o Norte e condenado a 15 anos de trabalho duro, mas foi solto e transferido 17 meses depois.

Os pais foram informados de que seu filho havia contraído botulismo, uma forma de intoxicação alimentar, logo após o julgamento. Ele então teria tomado um comprimido para dormir e nunca acordou.

Quando Warmbier ainda estava em coma, seu pai disse que não havia desculpa para o fato de seu filho ter sido tratado na Coréia do Norte.

“A Coréia do Norte é um regime de parias. Eles são brutais, são terroristas”, disse ele a jornalistas em uma conferência de imprensa em Wyoming, Ohio. “Nós não acreditamos em nada que eles dizem”.

As circunstâncias do coma e da morte de Otto Warmbier ainda não estão claras. Ele estava em um estado comatoso desde pelo menos abril de 2016, de acordo com o resultado de duas ressonâncias magnéticas disponíveis em um cd enviado da Coréia do Norte junto com o estudante, disse o Dr. Daniel Kanter a jornalistas no início de junho.

 

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