‘Farra’ de ações nas vésperas das eleições e uso político do Ministério Público.

A poucos dias do 1º turno ao menos 4 ações foram apresentadas contra políticos importantes: Bolsonaro, Haddad, Alckim e Dória.

Nesta quarta-feira, 5 de setembro, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) entrou com ação contra o candidato Geraldo Alckmim. A acusação é de improbidade administrativa e aponta o recebimento de R$ 9,9 milhões de caixa 2 da Odebrecht durante a última eleição. Geraldo Alckmin foi reeleito em 2014. 

João Dória também não passou ileso.  Foi condenado pela no dia 24 de agosto por improbidade administrativa à suspenção dos direitos políticos por 4 anos, além de multa e devolução dos prejuízos causados.

Contra Fernando Haddad, o Ministério Público foi mais longe. Em apenas 8 dias foi acusado pelo Ministério Público 2 vezes. Em uma delas o ex-prefeito é acusado de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.

Bolsonaro, por sua vez, em abril desse ano, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por crime de discriminação contra quilombolas e contra estrangeiros. 

Causa estranhamento que tais ações contra candidatos que figuram entre os principais concorrentes, tanto no Governo do Estado quanto na presidência, sejam apresentadas faltando poucos dias do 1º turno das eleições. 

Em nota, o PT afirma: “..Ou o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) detém os maus agentes do Ministério Público ou a instituição como um todo responderá perante a sociedade e perante a história por ataques que fragilizam a democracia e desafiam o estado de direito.”

Ao Estadão, o tesoureiro do PSDB Silvio Torres disse que “..esse comportamento do promotor nos dá motivo para entrar com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público. A denúncia é frágil”.

Leia a Íntegra da nota do PT:

A nova denúncia falaciosa do Ministério Público de São Paulo contra o candidato a vice-presidente Fernando Haddad é mais uma prova do engajamento político e partidário de setores da instituição escandalosamente vinculados ao PSDB.

É a segunda denúncia fabricada contra Haddad em apenas uma semana, e mais uma vez a partir de antigas delações mentirosas, negociadas pelos promotores com um corrupto confesso, que já foi desmentido oito vezes.

É o mesmo tipo de ataque feito ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, com os mesmos objetivos: lançar acusações frívolas, sem qualquer fundamento, para alimentar manchetes na imprensa, especialmente na Rede Globo.

O companheiro Fernando Haddad tornou-se alvo dessas manobras criminosas desde que foi registrado candidato a vice-presidente pela Coligação “O Povo Feliz de Novo”.

Além de defender a inocência e a integridade pessoal de Fernando Haddad, o PT irá representar mais uma vez ao Conselho Nacional do Ministério Público para denunciar um promotor que manipula e desonra a instituição.

O Brasil não pode aceitar mansamente que instituições de estado sejam utilizadas com objetivos políticos e eleitorais, sem que os autores desse abuso de autoridade sejam devidamente responsabilizados.

Ou o CNMP detém os maus agentes do Ministério Público ou a instituição como um todo responderá perante a sociedade e perante a história por ataques que fragilizam a democracia e desafiam o estado de direito.

O povo brasileiro sabe de que lado está a verdade.
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT

 

 

Deixe aqui seu comentário!

Deixe uma resposta